O que é porcelanato?


Porcelanato é um tipo de revestimento já bem comum no Brasil, reconhecido pela sua durabilidade, pela possibilidade de alto brilho, facilidade de limpeza e alta fidelidade em suas estampas. Afinal, é possível encontrar porcelanatos com aparência de madeira, de mármore, de cimento queimado, entre outros.




É um tipo de revestimento cerâmico caracterizado por excelente desempenho técnico. Segundo a NBR 15463, para ser um porcelanato é preciso que o piso cerâmico tenha

baixa porosidade, resistência à abrasão e às manchas e dureza superficial. A norma divide os porcelanatos em dois tipos, segundo a sua composição:


  • os porcelanatos técnicos ou de massa única - placa cerâmica não esmaltada para revestimento que apresenta absorção de água menor ou igual a 0,1%.

  • e os porcelanatos esmaltados - placa cerâmica esmaltada para revestimento que apresenta absorção de água menor ou igual a 0,5%.


Portanto, um cuidado na hora de escolher seu porcelanato é conferir a porcentagem de absorção de água, isso garante que você realmente está adquirindo o produto que desejava. Também vale a pena conferir se o produto possui o selo de qualidade da ANFACER (Associação Nacional dos Fabricantes de Cerâmica). O selo é uma garantia que todos os parâmetros exigidos pela NBR 15463 foram cumpridos.




Em relação à aparência, é possível encontrar diversos acabamentos para os porcelanatos esmaltados (acetinados, brilhantes, polidos, mate…). É importante consultar o catálogo de cada fabricante, porque eles possuem acabamentos específicos e nomes próprios para esses acabamentos - não são padronizados. Já os porcelanatos técnicos, em geral, podem ter acabamento (NBR 15463):


  • técnico polido ( recebe polimento mecânico), o qual resulta em uma superfície com intensidade de brilho em toda a superfície ou parte dela;

  • técnico natural (que não recebe polimento);


De maneira geral, o lixamento da camada superficial do porcelanato técnico polido torna-o mais frágil e mais sujeito a manchas, ou seja, menos resistente que o técnico natural.


Os porcelanatos também podem ser identificados pelo seu tipo de borda, podendo ser retificados (possuem bordas retas pois são cortados precisamente de modo que podem ser aplicados com alinhamento total) ou não-retificados, também chamados de bold, que não tem o acabamento tão preciso e reto. A escolha deve se basear na estética, uma vez que a borda bold tem uma aparência mais rústica, e também na economia, pois a precisão da borda retificada é mais caro mas permite um menor gasto de argamassa.


Os fabricantes de porcelanatos também precisam indicar a resistência que oferecem ao escorregamento, chamado de coeficiente de atrito (COF), dado importante quando escolhemos peças que estão sujeitas a serem molhadas como em cozinhas, varandas e banheiros.


Pela norma, um porcelanato com coeficiente de atrito menor que 0,4 deve ser instalado em cômodos que não recebem água, como quartos e salas; um porcelanato com COF entre 0,4 a 0,7 é recomendado para ambientes que requerem resistência ao escorregamento, como cozinhas e banheiros; e porcelanatos com COF maior que 0,7 são recomendados para locais onde o risco de escorregamento é muito intenso, como área do box do banheiro e o entorno de piscinas.


Um outro dado importante que é indicado considerar no momento da escolha do porcelanato é a sua resistência à abrasão. O fabricante indica indiretamente a resistência à abrasão quando orienta os locais de uso ideais para cada peça e é importante que a recomendação seja seguida.


Por exemplo, na figura abaixo, retirada do site da fabricante Eliane, são indicados os locais de uso do porcelanato Munari Cimento AC como (marcados na imagem em amarelo):



Também na imagem acima é possível ver a junta de assentamento mínima recomendada pela fabricante, importantíssima de ser seguida para evitar o posterior estufamento do piso.


Os porcelanatos também são classificados de acordo a variabilidade das estampas. Os produtos podem variar de V1 (baixa variabilidade de estampas, ou seja, as peças são praticamente idênticas) à V4 (possuem grande variabilidade de estampas). Essa variação é é pensada para possibilitar pisos mais dinâmicos que se assemelham a estampas mais naturais, como a de madeira ou de mármore.


Por isso, ao adquirir um porcelanato, perceba qual o nível de variação descrito no site do fabricante. Lembrando que um nível de variação V3 não significa que existem três tipos de peças diferentes, pode haver 15 de um mesmo modelo, tem a ver com a variabilidade entre elas, o quanto elas parecem entre si.


Em relação ao custo, especialmente quando comparados com as cerâmicas, os porcelanatos podem ser bem mais caros, mas agora entendemos que isso se deve a toda tecnologia empregada, tanto para garantir a sua resistência quanto a sua aparência refinada (brilho e fidelidade de estampas).


São muitas considerações a serem feitas na hora de escolher um porcelanato, não é mesmo? Isso nos faz entender o porquê de vermos tantos pisos quebrados ou desgastados, embora seja considerado um material tão resistente, isso acontece porque foram mal especificados.


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Redação: Rebeca Waltenberg